Entre 2016 e 2020 fui em trabalho ao Egipto, por períodos de quinze a vinte dias. Fiquei sempre alojado em Ras Ghareb, uma cidade junto ao mar vermelho a mais de 300km do Cairo.

O objectivo destas estadias era a monitorização de aves planadoras num parque eólico de grandes dimensões. Esta zona fica no corredor de migração de aves entre a Asia e África. Passam neste local, em cada temporada, mais de meio milhão de aves rapinas, muitas delas com estatuto de conservação desfavorável.

Esta zona é desértica e em termos estéticos é pouco atractiva. Por estarmos em trabalho, pouco turismo fizemos, só no final da temporada de trabalho é que fizemos uma excursão de alguns dias ao Sinai. Uma aventura com várias espécies novas observadas, como por exemplo: Falcão-cinzento (Falco concolor); Rabinegro (Oenanthe melanura); Escrevedeira-de-cabeça-preta (Emberiza melanocephala); Perdiz-chucar (Alectoris chukar); Escrevedeira-doméstica-do-levante (Emberiza striolata); Beija-flor-da-palestina (Cinnyris osea); Fuinha-dos-espinheiros (Scotocerca inquieta); Sinai rosefinch (Carpodacus synoicus); Estorninho-d’asa-ruiva (Onychognathus tristramii); Tuta-de-lunetas (Pycnonotus xanthopygos) e a Perdiz-do-deserto (Ammoperdix heyi)